Procurador-Chefe participa da comemoração de 5 anos do Projeto Piloto de Incentivo
à Aprendizagem de Pessoas com Deficiência

    O Projeto Piloto de Incentivo à Aprendizagem de Pessoas com Deficiência no Rio Grande do Sul completou cinco anos de atividades no final de abril desse ano. Para celebrar essa importante data e os avanços conquistados nesse período, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS) promoveu, em 5/6, na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), seminário de comemoração e explanação de dados após a criação do Projeto. A mesa de abertura do evento contou com a participação do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), Fabiano Beserra.

Evento realizado no TCE-RS contou com a participação de aprendizes e foi assistido por centenas de pessoas


    A iniciativa estadual, inédita no Brasil, tem melhorado o panorama dos aprendizes no mercado de trabalho. De 2009 em diante, multiplicou o número de pessoas com deficiência intelectual e/ou psicossocial inseridas no mercado de trabalho. Em 2011, o MPT-RS apresentou projeto similar à Superintendência e ao SENAC, visando a auxiliar na inclusão de autistas, sendo que, a partir de então, os três se uniram para incluir pessoas com deficiência desse segmento.

Jovem é atendido pelo Programa de Aprendizagem do SENAI na empresa DANA, em Gravataí

    Levantamento feito entre 2008 e 2012 mostra números animadores e que comprovam o êxito da proposta. No primeiro ano analisado, havia 63 aprendizes com deficiência no Estado. Em 2012, esse número era de 714, o que representa crescimento de 1.133%. O crescimento das contratações de PCDs também foi superior aos dos demais aprendizes, que foi de 255%.

Projeto Piloto alavancou número de aprendizes inseridos no mercado de trabalho no Estado


60,65% das pessoas contratadas possuem deficiência mental, um dos principais esforços da atuação do MPT-RS

    Além da crescente inserção no mercado de trabalho, o Projeto Piloto propiciou o acesso de 1.591 pessoas com deficiência nos programas de aprendizagem, no período de 2009 a 2012. Com isso, o RS foi responsável por 14,55% dos aprendizes com deficiência contratados no Brasil.

    O aprendiz é qualificado desde a parte teórica para uma função concreta existente na empresa. A aprendizagem profissional proporciona acesso gradual ao mundo do trabalho, o que permite tempo maior para que a pessoa com deficiência adquira as habilidades e competências necessárias para sua inserção na organização. Para a empresa, possibilita uma adequação do ambiente e da organização do trabalho às especificidades do aprendiz.

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Texto: Alysson Freitas Mainieri (estagiário de Jornalismo), com informações da SRTE/RS
Fotos: Pedro Jacobi (SRTE/RS) e SENAI-RS 
Gráficos: SRTE/RS
Supervisão: Flávio Wornicov Portela (reg. prof. MTE/RS 6132)
Publicação no site: 12/6/2014

 
Fonte: Assessoria de Comunicação Social / prt4.ascom@mpt.gov.br / (51)3284-3066 e 3284-3092